Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

A arquitetura brasileira posta a nu em Matosinhos

D.R.

Nunca em Portugal, nem mesmo no Brasil, alguma vez foi, e porventura jamais voltará a ser, organizada uma mostra de arquitetura brasileira com a dimensão da que sexta-feira inaugura na Casa da Arquitectura, estruturada à volta de 90 anos de produção arquitetónica naquele país. A mostra prolonga-se por sete meses, com inúmeras atividades paralelas e inclui no sábado um concerto de Adriana Calcanhotto

Quem sobe as escadas de acesso à nave principal da Casa da Arquitectura, em Matosinhos, começa por ser recebido por uma música de Gilberto Gil. É uma canção de amor, também de dor, mas é sobretudo, no cruzamento dos seus versos, o mote para o título dado à exposição sobre 90 anos de arquitetura brasileira, preparada ao longo de 24 meses. Estão representados 136 arquitetos e 90 projetos. “O verdadeiro amor é vão/ Estende-se infinito/ Imenso monólito/ Nossa arquitetura”, canta Gilberto Gil. Uns passos mais e aí está o primeiro confronto com uma mostra que rouba o título ao cantor. Chama-se “Infinito Vão” e vai proporcionar uma viagem de quase um século através das mutações, das contradições, das propostas, às vezes a fazerem um apelo revolucionário, às vezes apenas reacionárias, assinadas por todos os grandes nomes da arquitetura brasileira.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)