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1670 clérigos envolvidos, 3677 menores abusados sexualmente, sete décadas de encobrimento: o relatório da vergonha alemã

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Um relatório divulgado esta terça-feira arrasa a Igreja Católica Alemã, documentando quase quatro mil casos de abusos sexuais de menores em sete décadas. Da hierarquia religiosa aos responsáveis políticos, todos prometem ou exigem mudanças. Mas há quem questione a validade do relatório. E será que a Alemanha, “ocupada a discutir a questão dos migrantes”, não consegue concentrar-se noutros problemas como este?

Pelo menos 3677 menores, na sua maioria rapazes, foram vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da igreja católica alemã entre 1946 e 2014 (68 anos). São cerca de 1670 os clérigos envolvidos, maioritariamente padres. Em 60% dos casos, os abusadores não foram sujeitos a qualquer punição. Muitos dos padres predadores foram simplesmente transferidos para outras paróquias e os seus crimes encobertos pela igreja. Um em cada seis relatos estava relacionado com acusações de violação.

Estas são algumas das conclusões de um relatório, encomendado pela Conferência Episcopal Alemã em 2014 e apresentando esta terça-feira em Fulda, no centro do país. Apesar de impressionantes, os números ainda se arriscam a pecar por defeito. O autor do documento criticou a Igreja por lhe ter sido negado o acesso a outras instituições católicas, como escolas e lares para crianças. A extensão dos abusos levou os mais altos membros do clero a pedirem reformas como, por exemplo, o fim do celibato de bispos e padres.

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