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Há 40 anos os táxis pararam 55 dias. E agora, quantos serão?

Taxistas manifestaram-se esta segunda-feira entre os Restauradores e o Terreiro do Paço

TIAGO PETINGA/lusa

Os taxistas foram recebidos esta tarde pelo gabinete do primeiro-ministro – não por António Costa – mas saíram sem respostas. “Uma manobra diversão e uma falta de respeito”, acusam. E recordaram uma história de uma luta vencida pelos motoristas

Cinquenta e cinco dias. Por quase dois meses, os motoristas de táxis pararam em frente ao Parlamento, descontentes com os privilégios dados a quem regressava do Ultramar. Paralisaram o trânsito em São Bento. Diziam-se discriminados. Estávamos em março de 1976. Mais de 40 anos depois, a ANTRAL admite manter os táxis parados os mesmos 55 dias se for necessário. Dizem-se também discriminados, mas desta vez o problema está nas plataformas eletrónicas de transporte, como a Uber. Naqueles tempos “estiveram 55 dias em frente à Assembleia da República e venceram”. Em 2018, os motoristas querem vencer também e, por isso, prometem continuar na principais artérias das cidades.

“Enquanto eles quiserem, como presidente da ANTRAL, fico aqui com eles”, garantiu Florêncio de Almeida, esta tarde, depois de ter saído da residência oficial temporária do primeiro-ministro, assegurando que, tal como 1976, quer que os táxis vençam. E o que é vencer? “Conseguir que o poder local fixe contingentes e as regras do jogo”, sublinhou Carlos Ramos, da Federação Portuguesa do Táxi, a outra central sindical associada neste protesto. Ou seja, querem que as autarquias consigam definir a proporção de carros de plataformas para o número de táxis existentes em cada cidade.

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  • Taxistas em protesto há uma semana, manifestação marcada para amanhã em frente ao Parlamento

    Taxistas de Lisboa, Porto e Faro cumprem esta terça-feira o sétimo dia de protesto, mantendo-se os motoristas parados contra a entrada em vigor da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte privado. O repórter Diogo Torres acompanha o protesto na Praça dos Restauradores, em Lisboa, e falou esta manhã com o dirigente da ANTRAL, Florêncio de Almeida. Os taxistas planeiam manifestar-se quarta-feira, em frente à Assembleia da República, onde se realiza o debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, António Costa