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Plágio, políticos e software

O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez nega acusações de ter plagiado a tese de doutoramento

Susana Vera/reuters

Um dos mais velhos pecados académicos é muito potenciado pela internet. Mas ela também facilita a sua descoberta

Luís M. Faria

Jornalista

O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez parece ser a última vítima da chamada titulite. Vítima e perpetrador. Se no livro resultante da sua tese de doutoramento aparecem parágrafos copiados de conferências alheias e isso leva a exigências públicas de responsabilização, justamente na altura em que Sánchez atingiu um pico na sua carreira, a revelação terá eventualmente motivações políticas por trás, mas dificilmente se poderá ver o atual primeiro-ministro espanhol apenas como vítima.

A obsessão sobre como obter um título académico a todo o custo tem levado muitos políticos europeus a aldrabar nas suas atividades académicas – e a grandes embaraços quando se descobre a forma como o título foi obtido. Às vezes, o político não frequentou as aulas nem fez as cadeiras como seria normal, valendo-se de esquemas de equivalências bastante suspeitos. Outras vezes, um trabalho académico – um mestrado ou um doutoramento – foi simplesmente encomendado a um terceiro. Mais comum é o trabalho plagiar partes de obras alheias.

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