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A cólera da vergonha

Entrada do Centro de Tratamento da Cólera de Maradi

Ollivier Girard/European Commission

Chegam de noite aos centros de tratamento para não serem vistos pelas comunidades onde vivem e, por vezes, chegam tarde demais. Nenhuma doença é tão estigmatizante no Níger como a cólera. E todos os meios são poucos para tentar controlar a crise

Cristina Peres (texto), no Níger; Ollivier Girard/European Commission (fotos)

As mãos ainda cheiram a lixívia três dias depois da visita ao Centro de Tratamento de Cólera (CTC) de Maradi. A solução de cloro a 0,05% é obrigatória após a lavagem das mãos com água e sabão cada vez que se passa uma das 'fronteiras' internas daquele campo, que foi construído para combater a epidemia de cólera que grassa no sul do Níger e norte da Nigéria. As solas dos sapatos têm também obrigatoriamente de mergulhar numa solução desinfetante de composição semelhante.

Isto passa-se na entrada do campo, na triagem, nas zonas das enfermarias de homens e mulheres e na zona reservada à convalescença. A cada porta de entrada ou saída… o levantar dos pés, um após o outro, resulta numa coreografia de rigor de procedimento para quem quer que se movimente no CTC.

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