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Se Kavanaugh avançar sem escrutínio, os EUA “dão apoio implícito à agressão de mulheres”

REUTERS/Joshua Roberts

O juiz Brett Kavanaugh estava a escassos dias de receber uma nomeação vitalícia para a mais alta instância jurídica dos EUA. Mas as alegações de agressão sexual feitas por uma mulher, quando eram ambos adolescentes, atravessaram-se-lhe no caminho. É provável que o caso beneficie os democratas nas intercalares de novembro mas nada é certo na América de Trump, mesmo quando “o navio se está a afundar”

As audiências no Senado do juiz Brett Kavanaugh e da mulher que o acusa de agressão sexual nos anos 1980 estão agendadas para segunda-feira. No entanto, “uma semana é uma vida na política e não estou certo de que Kavanaugh ainda seja o nomeado nessa altura”, comenta ao Expresso o gestor de relações públicas Russell Schaffer. “Penso que os republicanos estão a dar-lhe alguns dias para decidir o que quer fazer. Mesmo que chegue à votação, não estou inteiramente convencido que ganhe. Estas alegações dão aos senadores democratas uma boa razão para votarem contra ele”, prossegue.

Mas o hipotético chumbo do nome de Kavanaugh não virá apenas do lado democrata. “Se todos os democratas no Senado votarem contra e dois republicanos se juntarem a eles, é o fim”, prognostica. De facto, tanto a senadora Susan Collins como o senador Jeff Flake, ambos republicanos, já afirmaram que, a serem verdadeiras, as acusações contra Kavanaugh desqualificam-no para o Supremo.

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