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Um dia “normal” da vida em Gaza. “Isto já foi claustrofóbico, agora é fechado a vácuo”

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Não há dias normais em Gaza, onde a cada hora há uma dificuldade diferente. As fronteiras da região, com o Egito e com Israel, estão cada vez mais fechadas. Passa comida mas quase não passa gente. Não há luz, há pouca água. Quatro cidadãos desta faixa que os palestianianos definem como “maior prisão a céu aberto do mundo” detalham ao Expresso a busca por uma normalidade impossível

Ana França

Ana França

Jornalista

São oito da manhã e Khalil Abu Yahia acorda dentro da sua “distopia literária do século XXI”. Tem 22 anos e estuda Literatura Inglesa na Universidade de al-Azhar, na Cidade de Gaza e nota-se. Há de ilustrar a sua rotina em Gaza, o território mais densamente povoado no mundo, também conhecido entre os palestinianos como a sua maior prisão a céu aberto, com passagens dos mestres: Orwell, H.G. Wells, Huxley, Rand. A pé, demora uma hora até à universidade e já está atrasado, tal como os dois irmãos: um para a escola primária, outro para o sexto ano.

Gaza sustém a respiração. Vêm aí mais cortes no orçamento da Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados da Palestina (UNRWA). As Nações Unidas gerem 250 escolas no território e 22 hospitais, além de entregarem todos os dias milhares de doses de alimentos, a todos os que se registem e se dirijam à sede da organização para ir buscar farinha, arroz, óleo e água.

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