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Juros da dívida pagos pela CP davam para comprar 40 comboios novos

A dívida está a “esmagar” a CP, que não recebe indemnizações compensatórias desde 2014

António Pedro Ferreira

Para sair desta espiral de endividamento, a empresa pública exige ao Governo uma compensação anual de 90 milhões de euros pelo serviço prestado nas linhas deficitárias

Joana Nunes Mateus

Ainda não se sabe onde irá o Governo encontrar os 170 milhões de euros para comprar os 22 novos comboios regionais ontem anunciados pelo presidente da Comboios de Portugal (CP), Carlos Gomes Nogueira, aos deputados na Assembleia da República. O que se sabe é que a dívida histórica desta empresa pública é tão “astronómica” – como reconheceu o próprio gestor perante os deputados – que só a fatura suportada com os juros da dívida nos últimos anos chegava para comprar estes 22 comboios de que a CP precisa… e muitos mais.

De facto, na audição parlamentar desta terça-feira sobre a degradação de material e o serviço prestado na ferroviária nacional, o presidente da CP explicou como a dívida está a “esmagar” esta empresa pública, que não recebe indemnizações compensatórias desde 2014. Só em juros, a CP gastou 108 milhões de euros em 2015, mais 88 milhões de euros em 2016, mais 77 milhões de euros em 2017 e outros 37 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. Em causa está uma fatura superior a 309 milhões de euros que chegava para comprar quatro dezenas dos comboios ontem anunciados para 2024.

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