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Já quase ninguém trabalha com horário normal em Portugal

Ana Baião

Mais de três quartos dos trabalhadores por conta de outrem têm um horário de trabalho flexível. E em sectores como a construção já são quase 85% do total

Adaptabilidade, bancos de horas, horário concentrado, isenção de horário. São expressões que passaram a fazer parte do léxico — e do dia-a-dia — de muitos portugueses nos últimos anos. E que se tornaram na realidade profissional para a esmagadora maioria dos trabalhadores por conta de outrem.

Os números não deixam margem para dúvidas. São já menos de um em cada quatro (23,4%) os trabalhadores por conta de outrem em Portugal que cumprem um horário de trabalho “normal”, isto é, sem recurso a qualquer modalidade flexível (por exemplo, adaptabilidade ou bancos de horas) no que diz respeito aos tempos de trabalho, indicam os dados dos Quadros de Pessoal relativos a 2016 (último ano disponível), que abrangem o sector privado e o sector empresarial do Estado. Visto por outro prisma, isto significa que a esmagadora maioria dos trabalhadores (76,6%) encontram-se abrangidos por uma modalidade flexível no que respeita à organização do tempo de trabalho. Ou seja, o que era “normal”, tornou-se na exceção.

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