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Lenços verdes contra lenços azuis

reuters

Depois da aprovação inesperada na Câmara dos Deputados, a proposta de legalização do aborto sobe esta quarta-feira ao Senado. Num país onde “tudo pode acontecer”, os partidários do ‘sim’ e do ‘não’ aguardam com expectativa e com argumentos mais ou menos extremados. “O meu corpo, os meus direitos” contra a defesa intransigente da vida, mesmo em casos de violação. Uma coisa é certa: o aborto deixou de ser um tabu

Conheço várias miúdas da minha idade que fizeram um aborto porque eram muito jovens para terem uma criança e não tinham dinheiro para a sustentar”, conta ao Expresso a argentina Nia. Esta estudante, de 16 anos, prefere não revelar o seu nome verdadeiro e, por isso, usa uma alcunha. Nia aguarda com “expectativas altas”, mas também com “medo”, a votação desta quarta-feira no Senado sobre a legalização do aborto até às 14 semanas.

A decisão está nas mãos de 72 senadores. São eles que decidem se legalizam a prática ou se a mantêm na clandestinidade. Na Argentina, tantas vezes vista como um referencial para a conquista de direitos sociais na América Latina, o aborto é um crime punido com prisão, exceto em casos de violação ou de risco para a saúde da mãe. Mas a questão está longe de ser pacífica no país.

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