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Bastonário dos médicos. “O limite de acesso ao SNS já foi atingido”

Marcos Borga

Bastonário da Ordem dos Médicos avisa que não é possível dar mais cuidados assistenciais à população sem reforçar o capital humano. Miguel Guimarães esteve esta terça-feira no Hospital Amadora-Sintra e confirma a “crise completa” na Urgência de ginecologia e obstetrícia, que na semana passada levou os chefes de equipa a ameaçarem com a demissão coletiva

A Urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra, não está a assegurar as equipas mínimas e os chefes vão demitir-se se até meados do mês se não forem contratados mais especialistas. Nos 62 turnos mensais, os ‘bancos’ foram garantidos por apenas dois especialistas, e em 20 períodos nem este número mínimo foi garantido.

O bastonário da Ordem dos Médicos afirma que a situação é inadmissível e que mais vale fechar o serviço e transferir as utentes sempre que não estiverem reunidas todas as condições para a prestação de cuidados. Miguel Guimarães garante que os problemas são transversais a todo o Serviço Nacional de Saúde — esta quarta-feira vai visitar o Hospital Egas Moniz, também alvo de denúncias — e que a capacidade está esgotada. “Todos os anos o que é negociado são mais primeiras consultas, mais cirurgias, mais procedimentos - e ainda não perceberam que não é possível produzir mais sem aumentar a capacidade. (...) O limite de acesso ao SNS, sem reforçar a capacidade de resposta, já foi atingido.”

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