Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

“Não ficou nada para contar a história”: Monchique

Nunca as chamas tinham estado tão perto da vila de Monchique

FOTO TIAGO MIRANDA

Com o fogo da serra de Monchique quase extinto, sobram o fumo, as cinzas e várias casas destruídas

Telmo e Mário conseguiram chegar bem cedo, mas às seis da manhã já era tarde demais. Nem foi preciso descer o terreno para perceber que o fogo que tinha passado por ali durante a noite deixara marcas. Da estrada nacional que liga Monchique a Alferce dava para perceber que telhado já não havia. Descendo a encosta e abrindo um portão, os dois irmãos confirmavam o pior. A casa onde a mãe morava há mais de 40 anos pouco mais mantinha do que as paredes. De um lado e de outro era um amontoado de pedras que nem deixava perceber as divisões e os móveis que horas antes ali existiam. “Não ficou nada para contar a história”, desabafa Mário, enquanto lançava baldes de água retirada da pequena piscina para apagar o fumo que ainda saía do meio das poucas telhas que sobraram.

A mãe, “muito combalida”, foi mantida à distância. Saíra de casa na véspera, a meio da tarde e sob ordens da GNR, que não descansou enquanto não conseguiu retirar das várias habitações dispersas pelas encostas em torno de Monchique todas as pessoas que lá estavam. E tão cedo não voltará ali.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)