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As incógnitas de um ataque (ou não?) ao líder venezuelano. E uma consequência

REUTERS

Atentado falhado, ataque com “mão” da vizinha Colômbia, manobra interna? Seja o que for que tenha acontecido no sábado quando o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursava, especialistas ouvidos pelo Expresso dizem que o resultado parece ser só um: o endurecimento do regime

“Aquele drone vinha na minha direção mas havia um escudo de amor. Estou certo de que viverei por muitos mais anos”, afirmou o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, horas depois de sobreviver a um alegado ataque. As informações sobre o que aconteceu na celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana, enquanto Maduro falava, são contraditórias. Um grupo de oposição ao regime reivindicou o ato, enquanto bombeiros no local garantiram ter-se tratado da explosão de uma botija de gás num apartamento próximo.

A versão oficial dos acontecimentos foi dada pelo próprio chefe de Estado, que de imediato responsabilizou o Presidente cessante da Colômbia, Juan Manuel Santos. Há poucos dias, o chefe de estado colombiano afirmou que a queda de Maduro estaria próxima, facto que o líder venezuelano não deixou de sublinhar ao dirigir-se ao país ainda na noite de sábado. Ora, é precisamente esta versão que o professor da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) Filipe Vasconcelos Romão exclui “claramente”. “Toda esta parafernália discursiva inicial não ajuda a dar grande crédito às palavras do regime venezuelano”, refere o académico ao Expresso. “Neste momento”, continua, “eu não excluiria que tenha sido uma manobra desencadeada pela oposição ou pelo Governo, como também não excluo que estejamos perante um atentado”.

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