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“Um diretor de serviço de um hospital não manda nada, já nem nas férias da equipa”

Tiago Miranda

Conceituado cirurgião cardiotorácico, José Fragata acaba de fazer 65 anos, podendo agora reformar-se. A decisão de sair do Serviço Nacional de Saúde ainda não está tomada, segura-o a missão de ensinar. O médico garante que a rede pública de cuidados nunca teve tantos ‘buracos’ e que a culpa tem o rosto de Adalberto Campos Fernandes

Vera Lúcia Arreigoso

Vera Lúcia Arreigoso

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

As promessas sucedem-se mas ‘caem em saco roto’, como os ‘buracos’ cada vez maiores que se abrem na rede pública de saúde ou até no chão do hospital onde trabalha. A crítica é feita por José Fragata, responsável pela cirurgia cardiotorácica no Hospital de Santa Marta, em Lisboa, e vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa. O cirurgião cardiotorácico garante que o prognóstico do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é muito reservado.

Com 65 anos acabados de fazer, o especialista chegou à idade em que pode deixar o SNS mas para já vai manter os passos: tratar doentes e ensinar os médicos mais jovens. Nos intervalos lamenta a atual governação da Saúde. “Agora é tudo com as Finanças. Tenho um departamento com um budget anual de 45 milhões de euros e se quiser comprar café para o serviço sou eu que pago, porque não existe fundo de maneio.”

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