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Governo diz que tem de “respeitar a soberania de cada Estado” após ser acusado de não ajudar portugueses na Venezuela

FOTO FEDERICO PARRA/AFP/GETTY IMAGES

Mais de metade da população venezuelana vive em situação de pobreza extrema e entre eles estão “milhares de portugueses” em “condições más, muitos deles em favelas”, e que continuam “a não ser ajudados” o suficiente pelo Governo português. À denúncia da Venexos, associação que apoia imigrantes venezuelanos em Portugal, o Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas responde estar atento à situação mas diz que não pode fazer um protocolo para agilizar a recolha e envio de medicamentos, como propõe a associação

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Mais de três toneladas em medicamentos e outras centenas de quilos em alimentos parece uma quantidade razoável de ajuda, mas para um país onde mais de metade da população vive em pobreza extrema e oito em cada dez medicamentos não estão disponíveis nas farmácias, isso não é suficiente. Essa é a certeza de Cristian Hohn, presidente da Venexos, associação de apoio a imigrantes venezuelanos em Portugal, que por isso diz ter feito chegar ao Governo, através do seu secretário de Estado para as Comunidades Portuguesas, vários pedidos da ajuda.

A associação de que é presidente recolhe medicamentos fora de uso em algumas farmácias e envia para a Venezuela. Mas como essa recolha não só não é suficientemente abrangente como é feita de modo informal, foi solicitado ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, através de um dossiê que lhe foi entregue em mãos no ano passado e enviado por e-mail duas vezes, uma autorização formal para a recolha de medicamentos nas farmácias, com o apoio do Infamed e da Sociedade Portuguesa de Farmácias. “Não queremos dinheiro. Queremos apenas que o Governo valide a nossa campanha de recolha de medicamentos, que dê o seu aval. É diferente chegar a uma farmácia e dizer que tenho um protocolo com o Governo do que chegar e limitar-me a pedir medicamentos”, diz Cristian Hohn, citando o exemplo de Itália, “que tem um acordo com o consulado italiano na Venezuela que permite o envio de medicamentos através de uma fundação que depois os distribui pelos italianos que vivem no país”. Meses depois, a associação continua à espera de uma resposta. Vivem atualmente na Venezuela cerca de 500 mil portugueses e lusodescendentes.

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