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“Trump pensa que está perante um vendedor de carros mas Putin é um mastermind”

Depois do aperto de mãos na Finlândia, a 16 de julho, Donald Trump anuncia sanções contra Vladimir Putin e contra a Rússia

reuters

Um “trabalho sujo” e “uma vergonha” para os EUA. É assim que o Presidente norte-americano classifica as investigações à alegada intervenção russa nas eleições de 2016. Por isso, pediu que terminassem de imediato. Nas reações, chegou a sugerir-se uma tentativa de Trump de obstrução à Justiça. Mas de que modo poderão as investigações beliscar a boa relação com Putin? Trump não parece estar a pensar tão longe

Se há uma constante na administração Trump, ela é precisamente o facto de o Presidente dos EUA ser inconstante. Mas a professora do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (UCP) Mónica Dias diz ao Expresso que há “uma segunda constante”: “a tentativa de apagamento das investigações em torno da ingerência da Rússia nas eleições americanas.” Foi novamente isso que aconteceu quando esta quarta-feira, via Twitter, Trump exigiu (ou numa versão posterior, mais apaziguadora, sugeriu) que as investigações terminassem “agora mesmo”.

Como o advogado Rudy Giuliani e a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders vieram afirmar mais tarde, a animosidade de Trump em relação ao que apelida de “caça às bruxas” não é uma novidade. Sanders disse tratar-se de um tweet e não de uma ordem. “Trump está constantemente a ser corrigido. Parece que precisa de uma ‘nanny’ atrás, de um porta-voz político a dizer que afinal o que ele queria dizer não era bem aquilo”, comenta Mónica Dias.

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