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“A música torna as pessoas mais bonitas”: Celeste Rodrigues 1923-2018

Celeste Rodrigues, fadista, cantou até ao fim com a sua voz grave e profunda os fados de uma vida inteira. Três anos mais nova do que a irmã Amália, deu a sua última grande entrevista no ano passado, ao Expresso, na qual confessou que nunca se sentiu uma sombra de um mito e que sempre quis ser mais recordada pela pessoa que foi do que como artista (“não sou nada mazinha como ser humano.). Até porque no fado “não há mortos, nem caídos”. No dia da sua morte, aos 95 anos, republicamos a entrevista, concedida ao podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

d.r.

A vida tem sido uma boa aventura?
Tem sido. É sempre. Todos os dias é uma aventura. Porque eu sou aventureira. Gosto de saltar o muro e ver o que está do outro lado.

Foi sempre assim?
Sempre assim. Em pequena já subia às árvores. Sempre com curiosidade. Só há uma coisa [que se diz de mim] que não é certo é que não sofri nada com o ser parecida com a Amália ou por ser a irmã da Amália. Pelo contrário. Nunca se sofre por se ser irmã de uma pessoa de quem se gosta. Nem eu nem ela ligámos a essa parte artística. À fama. Nunca ligámos. A ela aconteceu-lhe porque tinha valor. A razão dela ser o que era foi porque tinha valor para isso. Nem ela se preocupou por ser a minha sombra, nem eu...

Para ler a entrevista na íntegra, clique AQUI
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  • Na sombra de um mito: Celeste Rodrigues (1923-2018)

    Viveu sempre na sombra da sua contingência. Não foi fácil ser irmã de Amália Rodrigues. Três anos mais nova, fisicamente muito parecida com ela, escolheu o mesmo destino: ser fadista. Celeste Rodrigues continuou sempre a cantar e a gravar discos. Por amor ao fado (Artigo publicado originalmente na revista do “Expresso” de 14 de abril de 2006)