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Startup portuguesa que “ensina os robôs a falar” atrai investimento de 10 milhões

A startup portuguesa DefinedCrowd, especializada no desenvolvimento de modelos de comunicação e interação homem-máquina, sedeada em Seattle e com escritórios em Portugal (Lisboa e Porto) e Japão (Tóquio), acaba de levantar 11,8 milhões de dólares (cerca de 10,1 milhões de euros), numa ronda de financiamento de série A (orientada para o desenvolvimento e crescimento do negócio). O Expresso entrevistou-a

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Daniela Braga fundou a DefinedCrowd em 2015. Três meses depois estava a garantir um lugar no acelerador de empresa da Microsoft

Daniela Braga fundou a DefinedCrowd em 2015. Três meses depois estava a garantir um lugar no acelerador de empresa da Microsoft

Dario Branco

A ronda de financiamento foi liderada pelo fundo norteamericano Evolution Equity Partners, que apresenta as empresas Kibo Ventures, Mastercard e EDP Ventures como investidores. Este é o terceiro financiamento da empresa liderada por Daniela Braga, uma linguista que se apaixonou pela ciência dos dados e pelo mundo da tecnologia. Nesta entrevista exclusiva ao Expresso, explica o que tem de ter uma startup para entrar no radar dos investidores e quão difícil e desafiante é para uma mulher liderar no universo das novas tecnologias.

Como é que uma linguista vem parar ao mundo da tecnologia?
Licenciei-me em letras, linguística e literatura, mas fui pelo ramo científico. Tive a oportunidade de, no ano em que me licenciei, ganhar uma bolsa de investigação para a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), numa fase em que eles tinham recebido um projeto financiado pela União Europeia e em que era trendy contratar linguistas. Fui a única candidata que eles tiveram porque ninguém no meu curso se aventurou a ir para uma bolsa de investigação, numa faculdade completamente diferente da sua área de formação. Foi assim que comecei a minha carreira em engenharia, onde acabei por me doutorar.

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