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Mektullah não pode voltar para o Afeganistão. E a Europa condena-o a uma morte lenta

Campo de refugiados de Moria

getty

Vidas empatadas pela burocracia, situação desesperante, água que sai vermelha das torneiras e até trabalhadores humanitários em greve. O diagnóstico é da secção portuguesa da Amnistia Internacional, que acaba de visitar quatro campos de refugiados na Grécia. Alguns contam os dias para voltarem para os seus países de origem, enquanto outros sabem que, se o fizerem, têm os dias contados

Mektullah foi agredido por talibãs há quase dois anos. Esmagaram-lhe a cabeça e abandonaram-no, para que morresse lentamente. Mas acabou por sobreviver e conseguiu fugir do Afeganistão. Encontra-se desde então na Grécia, num dos quatro campos de refugiados que o diretor executivo da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Pedro Neto, visitou entre os dias 20 e 23. “Se ele voltar ao seu país de origem, será morto, porque se o descobrem vivo, vão acabar aquilo que tentaram fazer”, conta o responsável da Amnistia ao Expresso.

No Afeganistão, Mektullah deixou a mulher e cinco filhos pequenos. Entretanto, espera que os seus documentos e o seu estatuto de refugiado estejam prontos, para poder chamar a família para junto de si, “porque também ela não está a salvo”. Pedro Neto conheceu ainda uma mulher de 27 anos que tem uma filha com deficiências motoras e uma mãe com graves problemas de coluna. As três estão num campo grego juntamente com o irmão da jovem mulher. O marido foi raptado no Afeganistão e ela continua sem saber o que lhe terá acontecido.

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