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“A arquitetura é uma arma de opressão e uma arma de coesão”

António Pedro Ferreira

Durante sete dias, cerca de 60 estudantes, na sua maioria sírios, analisaram, discutiram e idealizaram planos para a reconstrução de um país que está há mais de sete anos em guerra. Para Alaa, 25 anos, e Saraa, 28, o respeito mútuo é o cimento que vai reconstruir a Síria. Os alicerces serão feitos de todos os que queiram investir em educação, força e visão

Ana França

Ana França

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Jornalista

António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

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Fotojornalista

Faz calor em Braga mas este campo de férias é para outro tipo de veraneantes. Há mais de meia centena de jovens sírios pasmada a olhar para as estruturas de betão do Estádio Municipal de Braga e comentam entre eles o génio de Souto de Moura e do seu engenheiro nesta obra, Rui Furtado. Tiram selfies nas escadas que estão quase embutidas nas escarpas de pedra, as protagonistas que Souto de Moura escolheu para o seu estádio. A visita ao estádio faz parte da “Escola de Verão” do Global Platform for Syrian Students (Plataforma Global para Estudantes Sírios), o projeto do ex-Presidente da República Jorge Sampaio que oferece lugares em várias universidades a estudantes sírios em situações de emergência.

Uma aluna passa a mão nas ranhuras deixadas entre os vários blocos de betão, como se até os brutalistas precisassem de carícias. “É muito harmonioso isto”, diz Saraa, que, com 28 anos, está a acabar agora o mestrado na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Minho, a quem omitimos o apelido por razões de segurança, não tanto a dela mas a da sua família na Síria.

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