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A culpa ainda não é de ninguém mas Yiannis só quer encontrar as filhas

epa

Depois do sufoco das últimos dois dias, a Grécia conseguiu finalmente controlar os incêndios. Quatro suspeitos de saque foram detidos, as operações de resgate continuam e começa a desenhar-se o passa-culpas. Enquanto Governo e oposição assumem tréguas, a Comissão Europeia descarta responsabilidades e há quem responsabilize “a ira de Deus”. Balanço provisório: pelo menos 80 mortos e quase 200 feridos

“Estou à procura da minha mãe”, diz uma menina a um canal de televisão grego, entre soluços. A mãe chamava-se Athina Karakoulaki, tinha 48 anos e a última vez que a criança falou com ela foi na tarde de segunda-feira, quando as chamas se aproximavam de ambas. Yiannis Philippopoulos procura as suas filhas gémeas, Sophia e Vasiliki, com nove anos. Ele e a mulher correram os hospitais e falaram com a polícia, até que os bombeiros os aconselharam a procurar as filhas na morgue. Foram até lá, forneceram amostras de ADN e, pouco depois, viram as filhas na televisão a serem resgatadas. Mais tarde, soube-se que as duas meninas salvas eram filhas de um outro casal.

Entretanto, quatro indivíduos, com idades compreendidas entre os 22 e os 26 anos, foram esta quarta-feira apanhados em flagrante delito. Tinham acabado de invadir uma casa que fora evacuada durante o inferno que varreu o nordeste de Atenas nos últimos dois dias. São suspeitos de saque na povoação de Neos Voutzas, devastada pelo fogo, e foram detidos por um esquadrão motorizado da polícia grega.

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