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“Watergate francês”: Macron acusado de montar “polícia paralela” (e de abafar o caso)

Ao centro, o homem da polémica: um civil de 26 anos disfarçado de polícia que era também chefe de segurança do presidente Macron

NAGUIB-MICHEL SIDHOM

Ambiente elétrico na Assembleia Nacional francesa, onde decorrem desde esta segunda-feira de manhã audições de uma comissão parlamentar que já interrogou o ministro do Interior e o prefeito de Paris. Em causa está o chefe da segurança do presidente Macron, um civil de 26 anos que se disfarçava de polícia, designadamente para atacar e prender manifestantes. Eliseu e Governo tentaram abafar tudo

É o escândalo que faz tremer o Eliseu e mergulhou Emmanuel Macron na pior crise desde que foi eleito, em maio de 2017. Em questão está o chamado “caso Alexandre Benalla”, que era responsável da segurança de Emmanuel Macron e da sua mulher, Brigitte, no Palácio do Eliseu.

O conselheiro da presidência, de 26 anos, que já anteriormente tinha trabalhado com altos dirigentes socialistas – François Hollande, Martine Aubry e Arnaud Montebourg –, foi filmado a bater em jovens manifestantes de esquerda, em Paris, durante as manifestações do primeiro de maio deste ano. Estava na altura disfarçado de polícia e atacou duas pessoas à frente das forças de choque, que o deixaram atuar sem reagir, como se ele fosse um dos seus superiores hierárquicos.

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