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“Ninguém me perdoaria se por solidariedade partidária deixasse passar um erro tão grosseiro”

Autarca de Gaia diz que “não podia deixar passar isto em claro”, depois de o ministro ter desmentido que haja erros nas contas

Lucilia Monteiro

Eduardo Vítor Rodrigues, socialista e presidente da Câmara de Gaia, garante ao Expresso que os fundos previstos pelo Governo para a descentralização têm de ser corrigidos e insiste que as contas estão erradas. CDS, BE e PCP criticam forma como processo decorreu: “Não aceitamos a forma como o Parlamento está a ser tratado”

No papel, há um acordo entre Governo e Associação Nacional de Municípios. No Parlamento, há leis aprovadas com o aval de PSD e PS. Mas a dúvida persiste: será desta que a descentralização se torna uma realidade? Depende de quem responder. Por um lado, este sábado, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantia ao Expresso que “não houve erros” nas contas que o Governo fez para atribuir verbas às autarquias e que estamos perante um “acordo histórico”. Por outro, esta segunda-feira, é a vez de o presidente socialista da Câmara de Vila Nova de Gaia, e um dos maiores críticos do processo, assegurar: “O erro nos dados é evidente. Era tão grosseiro que nem precisava de confirmação”, diz ao Expresso.

Eduardo Vítor Rodrigues vai mais longe nestas críticas e põe questões relacionadas com o partido de parte: “Se o senhor ministro diz que está a correr tudo muito bem, fico muito contente. Não podia deixar passar isto em claro, seja o Governo PS ou de outro partido qualquer. Ninguém me perdoaria se por uma qualquer solidariedade partidária deixasse passar um erro tão grosseiro”.

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