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“Putin e Trump são parecidos. O que esperamos? Nada”

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Encontro com Vladimir Putin representou o final de um atribulado périplo europeu de Donald Trump. Falaram de comércio, armamento nuclear, Síria e “em quatro horas” puseram fim à Guerra Fria

“Trump e Putin falam sempre bem um do outro na imprensa. Eles percebem que só assim, mantendo-se unidos, podem conquistar o mundo.” Foi desta forma que a jornalista russa Ariuna Bogdan, a viver em Portugal há dois anos, fez ao Expresso uma antevisão do encontro entre os presidentes dos EUA e da Rússia, esta segunda-feira, em Helsínquia. De facto, à chegada à capital finlandesa e antes da reunião privada entre os dois líderes, Trump disse que o mundo quer vê-los a darem-se bem. “Putin e Trump são parecidos. O que esperamos? Nada. A conversa deles à porta fechada pode trazer algumas surpresas, mas nem um nem outro vão desistir das ideias que têm”, continua a jornalista.

A investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) Ana Santos Pinto concorda que “não há muito a esperar deste encontro”. “Conhecendo o método de Trump, há uma dimensão cénica e mediática muito significativa. Trump vai certamente terminar este encontro a dizer que foi uma cimeira muito positiva e que teve uma conversa agradável com Putin. Essa dimensão tem caracterizado as visitas de Trump ao exterior e a sua política externa”, concretiza a investigadora, que é também professora de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa. Com efeito, o presidente norte-americano afirmou, em conferência de imprensa após o encontro, que manteve um “diálogo direto, aberto e profundamente produtivo” com o seu homólogo russo, enquanto Putin qualificou como “um sucesso” a reunião com Trump.

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