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“El cocinero”, “Belce” e “Esmeralda”, três “jóvenes de abril” que trocaram os livros pela luta contra o regime de um país a desfazer-se

JORGE CABRERA

A Nicarágua é palco desde há dois meses de uma revolta popular contra o regime de Daniel Ortega, presidente do país há onze anos, reprimida por forças paramilitares que todos os dias matam gente. Esta guerra que está na sombra, da qual o mundo pouco fala - mas que já fez dezenas de mortos, centenas de feridos, muitos desaparecidos -, é liderada por estudantes universitários, que trocaram os livros por cocktails molotov e morteiros artesanais. O Expresso falou com três deles

“Un racimo de estudiantes van marchando
Por las calles de nuestra Nicaragua
En sus pechos orgullosos va flameando
La bandera azul y blanca.”

Nas ruas de Manágua, capital da Nicarágua, jovens universitários protegem-se por trás de trincheiras improvisadas feitas de blocos de betão e pneus. Ouvem-se disparos. Os estudantes cobrem o rosto com panos e máscaras, correm, à procura de mais projéteis para se defenderem dos grupos paramilitares pró-governo, de mais comida, para se alimentarem, de mais médicos, para lhes tratarem das feridas. Não correm para um lugar seguro. Atacam e são atacados pela polícia, nos bairros e nas universidades da capital, carregam corpos maltratados, alguns esvaídos em sangue, sem vida. Resistem. Há 59 dias. São os “jovens de abril”.

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