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Juíza manda 17 polícias arguidos saírem do tribunal para que se fale sem constrangimentos

Agentes da polícia à chegada ao tribunal aquando do início do julgamento, no dia 22 de maio

lusa

Pedido do Ministério Público foi aceite pelo coletivo de juízes do Tribunal da Comarca de Lisboa-Oeste, em Sintra: estatuto de vítimas “especialmente vulneráveis” exige que jovens da Cova da Moura prestem declarações sem “constrangimentos”, algo que não estaria assegurado com “17 arguidos nas costas”. Advogados de defesa dos agentes da PSP pediram “presunção de inocência”, mas polícias foram mesmo convidados a sair

Se os atos descritos na acusação do Ministério Público (MP) são duros, não o são menos as palavras que Bruno Lopes diz ter ouvido no dia 5 de fevereiro de 2015 da boca de agentes da PSP responsáveis pelo patrulhamento da Cova da Moura. “Limpa, que é sangue de macaco”, “vão todos para o Estado Islâmico” ou “preto não presta”, ofensas acompanhadas de “socos”, bastonadas com o cacetete virado ao contrário, para “baterem com a parte de ferro”, e “pontapés no peito”. O motivo? “Isso eu também queria saber”, responde o ofendido.

Ao quinto dia de julgamento, começaram esta terça-feira à tarde a ser ouvidos os queixosos e as testemunhas do processo que opõe seis jovens do bairro Cova da Moura a 17 agentes da PSP, acusados de tortura e ódio racial pelo Ministério Público, que considerou existirem indícios suficientes para os constituir arguidos.

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