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Pode a instabilildade de governos do Sul da Europa levar os investidores a penalizar Portugal?

O economista-chefe avisa que, para os investidores, interessa mais a sustentabilidade das contas do que a política monetária

Peter Praet, economista-chefe do Banco Central Europeu avisa que, mesmo com o chapéu protetor do programa de compra de ativos, o mais importante é a confiança dos mercados na trajetória da dívida pública do país. Em entrevista ao Expresso, que será publicada na íntegra na edição do semanário, Peter Praet diz ainda que, no caso da crise política em Itália, é preferível “esperar por mais informação sobre os planos orçamentais do novo Governo” antes de embarcar nos temores sobre um contágio italiano na zona euro

A mão visível de Frankfurt - leia-se o programa de compra de ativos - não chega para proteger os países contra os humores dos mercados financeiros. É a ideia deixada em entrevista ao Expresso por Peter Praet, economista-chefe e membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE). É preciso que os investidores tenham confiança, principalmente em países muito endividados, como Portugal. A compra de dívida pública, que arrancou em 2015, tem sido o escudo protetor dos países periféricos da zona euro, permitindo-lhes financiar-se a taxas historicamente muito baixas. E Portugal é um dos principais beneficiados. Mas o mercado está sempre vigilante.

“Devemos sempre ter em mente que a confiança dos investidores na sustentabilidade das finanças públicas é o principal fator determinante das taxas de juro da dívida soberana”, diz Peter Praet na conversa com o Expresso em Sintra, onde decorreu o fórum anual do BCE. “Se houver dúvidas quanto à sustentabilidade das finanças públicas, os spreads [prémios de risco] podem subir para níveis muito elevados, mesmo com o programa de compra de ativos do BCE”, acrescentou.

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