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“Isto é algo que nunca mais se deve repetir”

Orione ao fundo, Aquarius ao meio e o Dattilo: a primeira e terceira embarcações pertencem à guarda costeira italiana e acolheram a dado momento a maioria dos tripulantes do Aquarius

ana baião

Parte do mundo comoveu-se há uma semana e outra parte rejeitou nas suas fronteiras um barco com 629 pessoas bordo, que viriam a ser 630 após um nascimento. Mas uma semana tem mais do que sete dias na febre das notícias, provavelmente na sua vida, porque numa semana acontece tanto de novo para nos comovermos que acabamos por nos esquecer do que nos comoveu antes disso. Mas porque esta história não é igual às outras, há quem tenha dois pedidos a fazer: não se esqueçam que isto aconteceu; e que isto não se torne a repetir. Esta é a história do Aquarius, onde alguém cuja vida foi salva disse isto ao salvador: “É o melhor abraço que recebi desde há muito tempo”

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

texto

Jornalista

Ana Baião

Ana Baião

fotos, enviadas a Valência

Tiveram mar, céu e sol, durante oito dias havia azul salgado em baixo e azul quente em cima, oito dias em que lhes faltou a cor da paz, a de um país que os quisesse. Mas então o primeiro barco da frota do Aquarius deslizou domingo pelas águas do porto de Valência, em Espanha, e anunciou-se com palmas e depois com um silêncio profundo, solene. O silêncio do desassossego. Porque chegar não é ficar.

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