Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Em San Francisco acabou de acontecer uma dupla raridade. E tem nome: London Breed

Após uma prolongada contagem de votos, que durou mais de uma semana, a cidade norte-americana da contracultura elegeu novo presidente de Câmara, uma mulher, a primeira negra a chegar a tal cargo em todo o país

Luís M. Faria

Jornalista

d.r.

São Francisco acaba de eleger a sua primeira presidente da Câmara (mayor) negra, uma eleição que tem significado a diversos níveis: nas 15 maiores cidades dos Estados Unidos, não há outros mayors do sexo feminino; mayors negros são apenas três; que London Breed, a agora eleita, tenha vencido à justa um candidato abertamente gay mostra quão diferente é essa cidade em tempos símbolo da contracultura e ainda hoje associada a causas progressistas de vários tipos.

Não que Breed seja uma progressista em versão extrema. Qualquer dos dois candidatos que lhe ficaram mais próximos em votação, o ex-senador estatal Mark Leno e a advogada de direitos civis Jane Kim, eram mais “liberais” (à esquerda) do que ela num sentido convencional. Mas Breed também defende causas liberais - por exemplo a existência de lugares onde os toxicodependentes se possam injetar em segurança. Ou não fosse ela natural da cidade e não tivesse perdido uma irmã por overdose.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)