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16 câmaras agravaram em 2017 dívidas em atraso

Penafiel foi o caso mais grave, com os pagamentos em atraso a saltar mais de quatro milhões de euros face a 2016

Foto Lucília Monteiro

Pagamentos em atraso das autarquias diminuíram globalmente em 2017, mas houve 16 casos onde isso não aconteceu. Em três situações , o agravamento ultrapassou um milhão de euros

João Silvestre

João Silvestre

Editor de Economia

As dívidas em atraso a fornecedores são um tema recorrente sempre que se debate o estado das contas públicas portuguesas. O problema crónico está na Saúde mas não é exclusivo. Portugal, como o Expresso noticiou recentemente, esteve mesmo sob ameaça de sanções europeias por causa dos atrasos. Nas autarquias, o ano foi de redução deste problema mas, mesmo assim, nem todos os municípios foram bem comportados e contam-se 16 câmaras onde a situação se agravou. Em três casos - Penafiel (€4,2 milhões), Paredes (€3,9 milhões) e Macedo de Cavaleiros (€1,1 milhões) - a subida foi superior a um milhão de euros. Estes dados foram publicados esta quarta-feira pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP) no relatório “Execução Orçamental da Administração Local 2017”, no qual analisa as contas dos municípios portugueses no ano passado.

É certo que, no conjunto, as autarquias baixaram as dívidas em atraso de 123,6 milhões de euros em dezembro de 2016 para 97,7 milhões no final do ano passado. Mas houve várias câmaras em contraciclo com esta tendência de melhoria dos pagamentos vencidos e não pagos há mais de 90 dias. Além das três com saltos acima de um milhão, contam-se ainda Alenquer (€7000), Alpiarça (€327 mil), Celorico da Beira (€149 mil), Corvo (€2000), Freixo de Espada à Cinta (€344 mil), Golegã (€418 mil), Montemor-o-Velho (€40 mil), Portalegre (€11 mil), Porto Moniz (€3000), Tábua (€219 mil), Tabuaço (€343 mil), Tarouca (€11 mil) e Vila Nova de Paiva (€4000).

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