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Ainda às voltas com o sector financeiro e os seus problemas

António Costa

Ao contrário do que se previa, 2016 voltou a ser um ano problemático para o sector financeiro, com muitas frentes de stresse para resolver, desta vez com destaque para a Caixa Geral de Depósitos. O primeiro-ministro, António Costa, queria ter tudo resolvido até ao final do ano, mas a capitalização derrapou para 2017.

As dificuldades da banca estão longe de estar resolvidas. 2016 foi mais um ano atribulado para os bancos, com obstáculos e desafios. Não houve regastes, nem salvamentos, mas houve muitas botas para descalçar. 2017 não será um ano de calmaria, uma vez que há ainda imparidades (crédito incobrável) para limpar dos balanços. E estamos falar de mais de 10 mil milhões de euros. Tudo indica, neste momento, que o Novo Banco já não será vendido este ano, e a operação resvalará para 2017. Apesar de se estar a trabalhar para vender, ninguém pode garantir que assim será.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi este ano a estrela da companhia e o foco de todas as atenções do executivo de António Costa e do gabinete de Mário Centeno. Nem sempre pelas melhores razões. Bruxelas deu ‘luz verde’ à capitalização da Caixa, sem que fosse considerado uma ajuda de Estado e isso foi uma vitória, mas o banco público não saía das primeiras páginas do jornais. A administração escolhida para a Caixa, onde António Domingues, ex-vice-presidente do BPI, era a cabeça de cartaz, acabou por revelar-se um enorme imbróglio para o Governo, foi aliás esta uma das poucas ocasiões em que se viu António Costa publicamente desconfortável.

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