Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Mulher valente

FOTO GETTY

O nome de Qandeel Baloch era controverso no Paquistão, onde era considerada uma espécie de Kim Kardashian muito popular nas redes sociais, mas com um discurso politizado e feminista. Há dias, o irmão de Qandeel matou-a e garantiu estar “orgulhoso” do que fez – ela tornara-se uma ameaça para a ordem tradicional do país. É um dos 212 homicídios de “honra” ocorridos no Paquistão desde o início do ano

À primeira vista, Fouzia Azeem não parecia qualificar-se como uma ameaça para ninguém: nascida numa família pobre da classe trabalhadora paquistanesa da pequena cidade de Multan, no meio de doze irmãos, estava destinada como tantas outras meninas a um casamento por conveniência precoce. Aos 17 anos casou com quem a família determinou e a sua história podia ter acabado por aqui: Fouzia podia ter-se limitado ao seu papel de mãe e dona de casa e vivido uma vida que não queria.

Mas a jovem tinha um plano muito diferente. Após ter fugido de um casamento que descrevia como abusivo, Fouzia passou a ser conhecida como Qandeel Baloch para proteger a sua identidade e começou o canal de Youtube que a tornaria uma estrela das redes sociais e uma “feminista moderna” famosa no Paquistão. Fouzia sabia que a fama e as mensagens políticas a colocariam em perigo num sociedade como a sua – só não sabia que a sua vida havia de acabar às mãos do próprio irmão Waseem há 15 dias, quando contava apenas 26 anos de idade.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)