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Direito de resposta

Direito de resposta

Recebemos este pedido de direito de resposta no artigo publicado no jornal Expresso, na edição online de 21.04.2018 intitulado “Presidente de Angola continua cerco à família de Eduardo dos Santos. Buda ao BNA gera ‘comissão’ de 24 milhões de dólares em Portugal”:

1. No Expresso online de 21 de Abril, foi publicada uma reportagem que contém imprecisões, deturpações e falsidades, que atingem a minha dignidade e a dos colaboradores do grupo Quantum Global (“QG”). Impõe-se o exercício do meu direito de resposta, embora limitado aos aspetos mais relevantes,

2. Nenhuma empresa associada ou relacionada direta ou indiretamente comigo ou com o grupo QG teve ou tem qualquer participação ou relação com as transferências dos 500 milhões de dólares ou dos 24 milhões da comissão. Ninguém da nossa organização foi contactado por qualquer autoridade relativamente a esta matéria.

3. É falso que eu seja sócio de José Filomeno dos Santos. Desde 2013 que não tenho qualquer sociedade com o mesmo.

4. É falsa a afirmação do “descaminho” dos 5 biliões de dólares. O Estado Angolano sempre teve e tem pleno conhecimento que os mesmos se encontram em contas bancárias tituladas pelo Fundo Soberano de Angola (“FSDEA”) ou entidades participadas por este, dependendo a respetiva movimentação de apertado controlo das entidades das Maurícias.

5. As estruturas criadas nas Maurícias estão em estrito cumprimento com a respetiva legislação e correspondem à forma de estruturação de investimentos comum neste território mais vantajosa para o FSDEA.

6. Os 206 milhões de dólares correspondem a comissões legitimamente cobradas pela QG pela gestão de ativos durante 4 anos e estão devidamente suportados por contratos e faturação, em linha com as melhores práticas do mercado e evidenciam que a QG criou valor para o seu cliente.

7. A QG é apenas gestora de ativos do FSDEA, não é nem nunca foi a gestora do FSDEA, cujos órgãos de gestão são nomeados pelo Executivo Angolano.

8. Nunca fui contactado pelo Expresso e gostaria de o ter sido. Lamento que os media nos tenham condenado sem nos ouvirem.

Jean-Claude Bastos

NE: O Expresso tentou contactar os visados antes da publicação da notícia, para exercício de contraditório, não tendo tido sucesso nos seus contactos.