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Silêncio e agressões na chegada da Bélgica a Lisboa

Chegada à Portela foi marcada pelo silêncio e pelas agresões de membros da comitiva belga aos jornalistas portugueses presentes no aeroporto.

A chegada da selecção belga a Lisboa foi tudo menos calma. Depois do guarda-redes Stijn Stijnen ter dito a um jornal de Antuérpia que a sua equipa deveria recorrer à violência para travar Cristiano Ronaldo, partindo-lhe uma perna, caso necessário, os próprios responsáveis da federação belga começaram a pôr em prática a teoria de Stijnen, agredindo dois repórteres fotográficos à chegada a Portugal.

Os incidentes começaram quando os jornalistas tentaram obter declarações de Stijnen, que foi "escoltado" até ao autocarro pelas forças policiais presentes no local. A insistência dos jornalistas fez dois membros da comitiva belga perderem a paciência, recorrendo a socos e pontapés para afastar os elementos da imprensa.

Os dois repórteres agredidos apresentaram queixa dos dirigentes belgas junto da Polícia, que informou que os autores das agressões estariam, neste momento, a ser identificados pelas autoridades na unidade hoteleira onde está hospedada a selecção belga, em Cascais.

'Blackout' belga

Junto dos jogadores não foi possível obter quaisquer declarações. Stijnen foi escoltado, por entre um sorriso irónico, e só Mbo Mpenza, antigo jogador do Sporting, ousou falar, para dizer, em português, que não estava autorizado a prestar declarações.

O presidente da Federação Belga de Futebol, François De Keersmaecker, ainda deixou escapar que "o jogo contra Portugal será certamente difícil", tendo sido, depois, arrastado pelos seguranças para longe dos jornalistas portugueses.

Começou mal a estadia da Bélgica em Portugal. No sábado, em Alvalade, espera-se um ambiente muito difícil para a selecção desse país.