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Sai (mais) um levezinho para Alvalade

Novo reforço chegou, fez exames, foi apresentado, não prometeu golos, mas garantiu "suar a camisola". Veja o vídeo no final do texto.

Ricardo Capela

Aí está o primeiro reforço de Inverno do Sporting. Rodrigo Tiuí é avançado, tem 22 anos e vai ser o número... 22. O brasileiro foi ontem apresentado, e garantiu não temer a pressão. "Já passei por dois clubes grandes no Brasil - Santos e Fluminense - e a responsabilidade é enorme. Todos os clubes grandes do mundo cobram..."

Com 1,77m e 64 kg, Tiuí deixa antever a presença de (mais) um levezinho no reino do leão. E é o próprio quem alimenta a expectativa. "Sou parecido com Liedson", disse.

O avançado chegou a Alvalade a custo zero, depois de se ter desvinculado do Fluminense. No Brasil, representou, além do Flu, o Santos e o Noroeste, totalizando 17 golos nos 103 jogos disputados no Brasileirão. Uma marca que não é brilhante. No entanto, Tiuí reúne algum consenso junto de quem o conhece. Scolari, sem se alongar, disse tratar-se de um "bom jogador", enquanto Juninho, do Nacional, foi um pouco mais longe. "Tem escola, pois cresceu no Fluminense. É leve, tem boa mobilidade, boa técnica e finaliza bem, sabe fazer golos."

Sem promessas de golos

Tiuí mostrou estar empenhado em mostrar o seu valor. "Espero chegar aqui e fazer um bom ano, agradar a todos e à torcida também. Vou dar o máximo, para tentar manter-me e cumprir o contrato", disse.

Ainda assim, preferiu a promessa de "suar a camisola" à dos "golos". "Não marquei muitos também pela minha forma de jogar. Ajudo bastante na defesa e alguns treinadores gostam disso. Quero ajudar a equipa, que tem um bom plantel."

Tiuí escolheu a camisola número 22, que não era utilizada desde a saída de Beto de Alvalade. A explicação é simples: "é a minha idade", disse.

O verdadeiro nome do ponta-de-lança é Rodrigo Bonifácio da Rocha, por isso, na apresentação, o jogador explicou de onde vem o Tiuí. "É uma alcunha antiga que o meu pai me deu. Todos me conhecem assim no Brasil. É o meu nome de carreira. O que é? É um passarinho que foi crescendo, crescendo, mas é uma história muito longa que não vou contar", concluiu.