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Miguel admite "culpa" por imagem negativa na opinião pública

O internacional luso Miguel, do Valência, admite "ter culpas no cartório" pela imagem de boémio que dele se espelha na opinião pública, mas defende-se dizendo que "está a pagar a fatura pela forma como saiu do Benfica".

O futebolista internacional Miguel admite "ter culpas no cartório" pela imagem de boémio que dele se espelha na opinião pública, mas defende-se e diz que ainda "está a pagar a fatura pela forma como saiu do Benfica". 

"Dou um exemplo: imagine um grupo de seis amigos, em que você é a figura pública, acontece um bate-boca ou uma confusão, a quem acha que vão apontar o dedo?", interroga Miguel, numa alusão ao recente incidente numa discoteca na Cruz de Pau, que culminou com a sua deslocação a uma esquadra para prestar declarações. 

Tenta justificar a razão de o seu nome estar tantas vezes na berlinda pelos piores motivos: "Eu até evito dar entrevistas e aparecer, não gosto de dar nas vistas, mas fui criado num certo ambiente e o meu pai sempre me disse: desaforos não trazes para casa. E eu, por vezes, não consigo calar-me, e quando isso acontece as coisas tendem a agravar-se". 

"Olha, lá está ele metido em sarilhos"

No entanto, acha que exageram sobre o que dizem dele e que as situações em que se vê envolvido "podem acontecer com qualquer um", mas, tratando-se do Miguel, dizem logo: "Olha, lá está ele metido em sarilhos". 

Miguel admite que há coisas que fez que "não foram corretas e que não passam dele uma boa imagem", tanto mais que tem "duas filhas", mas considera que "distorcem essa imagem" e que não o conhecem pessoalmente para falar dele como falam. 

De uma coisa não tem dúvidas: as circunstâncias em que saiu do Benfica contribuíram para a sua imagem negativa: "Sim, pago essa fatura, pois passei a ser perseguido".  

Miguel diz-se alvo de perseguição

"Depois de sair do Benfica fui alvo de uma campanha, com comentários pouco apropriados, até de jornalistas com quem tinha uma boa relação, e sinto que à mínima coisa procuram deitar-me abaixo", disse. 

Garante, todavia, estar mudado como pessoa, depois do acidente da sua filha mais velha, que caiu de um nono andar de um apartamento no Parque das Nações e sobreviveu: "Foi um momento dramático, que me afetou bastante e que me fez dar mais valor à vida. Agora, procuro sempre estar perto das minhas filhas, acompanhá-las, porque nunca sabemos o que vai na cabeça de uma criança". 

Atropelamento de duas idosas foi acidente

Quanto à sua filha mais velha, Miguel revelou que está a recuperar bem, a fazer fisioterapia e a ter acompanhamento psicológico: "O único problema é o braço, que não está a cem por cento, mas como ela é muito jovem, acredito que vai recuperar".  

Em relação ao recente atropelamento de duas idosas quando se dirigia para o treino do Valência, diz que se tratou de um acidente que podia acontecer a qualquer um e que ambas estão a recuperar bem. 

"Espero que se recomponham o mais rapidamente possível. Uma delas foi logo para casa, a outra tinha uma prótese na anca que se deslocou um pouco, o que obrigou a uma pequena intervenção, mas também já está em casa, em repouso, a recuperar", relata Miguel, que diz ter apanhado, à semelhança das duas idosas, um "grande susto".  

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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