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Eliminados mas de cabeça erguida

Sp. Braga voltou a perder com o Tottenham (3-2), mas deixou White Hart Lane de cabeça bem levantada.

Como diz um spot publicitário, "faltou um bocadinho assim..." ao Sporting de Braga para conseguir ultrapassar o Tottenham.

De início, sabia-se que era difícil, julgava-se quase impossível, mas o Braga demonstrou que, acreditando, o impossível pode acontecer. Não aconteceu mas, como disse João Pinto no final do encontro, a equipa "aprendeu e ganhou experiência e nome a nível internacional".

No final, venceram os mais fortes mas, ao longo das duas mãos, o Sporting Braga mostrou que caminha, com passos seguros, para juntar uma afirmação europeia àquela que já cimentou internamente.

Inibição impediu mais

Em Londres, o Sporting Braga repetiu, em traços gerais, a exibição de Braga. Na primeira parte, a equipa de Jorge Costa pareceu sempre nervosa e inibida, entregando o controlo do jogo por inteiro.

Ainda assim, e quase sem saber como, adiantou-se no marcador, aos 23 minutos, através de um auto-golo de Huddlestone. Mas, ao invés de acreditar que, na realidade, era possível, a equipa enervou-se ainda mais e, apenas cinco minutos depois, Berbatov empatou, depois de trabalho individual magnífico de Robbie Keane.

Com o jogo empatado, a inibição bracarense manteve-se, e a prova da exibição pálida dos primeiros 45 minutos está na forma como o Tottenham fez o segundo golo: livre à entrada do meio-campo, marcado para a entrada da área, onde surgiu Berbatov, sem marcação, a dominar e, de primeira, a fuzilar Paulo Santos. Incrível e inadmíssivel, a este nível.

Transfiguração para melhor

A perder por 2-1 ao intervalo, o Sporting Braga entrou na segunda parte disposto a deixar uma imagem diferente em White Hart Lane. E conseguiu. A atitude melhorou, a equipa pressionou mais e, como em Braga, o Tottenham tremeu.

Aos 60 minutos, Andrade fez o empate, com um livre directo que não deu hipóteses a Cerny, guarda-redes que substituiu o lesionado Paul Robinson.

Com a igualdade no marcador, a esperança renascia para o Braga, já que mais um golo forçaria o prolongamento, deixando a eliminatória totalmente em aberto.

E o golo surgiu, é um facto, mas, para infortúnio dos minhotos, foi marcado pelo Tottenham, aos 76 minutos. O autor do tento que deitou por terra a réstia de esperança que Andrade acendera foi Malbranque, que já em Braga tinha marcado.

O jogo terminou, então, com o 3-2 favorável aos "spurs", e 6-4 no total das duas mãos. Para o Braga, fica a certeza de uma participação honrosa, onde eliminou duas equipas italianas (Chievo e Parma) e onde foi a única equipa a conseguir marcar dois golos ao Tottenham (e logo em duas ocasiões).

Hugo Almeida, outra vez

Nos restantes jogos, Hugo Almeida voltou a estar em destaque. O avançado português, que já apontara o golo com que o Werder Bremen venceu, em Vigo, o Celta, voltou a marcar, desta vez na Alemanha. Hugo Almeida marcou o primeiro golo da vitória do Bremen, desta feita por 2-0.

Nos quartos-de-final estão também, além de Tottenham e Werder Bremen, o Bayer Leverkusen e o Osasuna. Os alemães venceram o Lens por 3-0, recuperando da derrota sofrida fora, por 2-1, enquanto o Osasuna venceu, em Espanha, o Rangers, por 1-0.

O quadro dos "quartos" da Taça UEFA fica completo esta quinta-feira.

TAÇA UEFA: OITAVOS-DE-FINAL

. Werder Bremen (Alemanha) - Celta Vigo (Espanha), 2-0 (1-0)*

. Leverkusen (Alemanha) - Lens (França), 3-0 (1-2)*

. Osasuna (Espanha) - Rangers (Escócia), 1-0 (1-1)*

. Tottenham (Inglaterra) - SPORTING DE BRAGA (PORTUGAL), 3-2 (3-2)*

. *- entre parêntises o resultado da primeira-mão