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Cunha e Silva de "burqa e óculos escuros"

Cunha e Silva, treinador de Frederico Gil e Rui Machado, adversários no histórico encontro dos quartos de final do Estoril Open, recusou atribuir favoritismo a qualquer um dos tenistas e diz que vai ver a partida de "burqa e óculos escuros".

Cunha e Silva, treinador de Frederico Gil e Rui Machado, adversários no histórico encontro dos quartos de final do Estoril Open, recusou atribuir favoritismo a qualquer um dos tenistas para o embate que colocará um português nas meias finais. 

João Cunha e Silva referiu que arrisca "uma tripla" no encontro de sexta feira entre Gil e Machado - a partir das 16:00 - e gracejou que vai estar no "court" central do Estoril Open de "burqa e óculos escuros". 

O técnico declarou que não vai ter qualquer tipo de intervenção junto dos jogadores - não é permitido no ténis o contacto entre treinador e jogador, mas existem formas de comunicar - nem sequer vai "bater palmas". 

"Orgulho enorme"

O treinador revelou sentir "orgulho enorme" pelo facto de Frederico Gil e Rui Machado terem-se qualificado para os quartos de final do Estoril Open, um feito inédito no historial da prova, e considerou que sexta feira será "um grande dia para os jogadores, técnicos e também para o ténis português".

Antigo campeão nacional, João Cunha e Silva, que atingiu os quartos de final do Estoril Open em 1992, foi confrontado com o cenário de um português atingir a final de domingo e disse que "não é impossível". 

Evolução de Frederico Gil

O técnico considerou que Gil, com quem voltou a trabalhar há quase um mês pela terceira vez, tem evoluído depois do torneio de Roma e realçou que o tenista sintrense foi "mais forte" no encontro de hoje com o colombiano Santiago Giraldo, que venceu com um duplo 6-4. 

"Gil foi brilhante taticamente e soube servir superiormente. Esteve muito bem, com claro ascendente de forma", disse, admitindo que o adversário "é um adversário muito difícil pela intensidade de jogo que coloca". 

Rui Machado nos "quartos" pela primeira vez

Quanto a Rui Machado, Cunha e Silva reconheceu que o algarvio "teve alguma dificuldade em procurar o que desejava" no início do confronto com o "lucky loser" polaco Michal Przysiezny, que afastou com os parciais de 6-4 e 6-4. 

"De início, Rui teve dificuldades a servir. Foi-se tranquilizando e acabou por servir de forma superior", afirmou o treinador, responsável também pelo Cenro de Alto Rendimento de Ténis, no Jamor. 

É a primeira vez que Rui Machado está nos quartos de final, enquanto Gil repete a presença registada em 2006 (perdeu com o vencedor dessa edição, o argentino David Nalbandian) e em 2008 (cedeu ante Roger Federer, que também conquistou o título). 

Os dois portugueses nunca se defrontaram em torneios do principal circuito profissional, mas Frederico Gil venceu Rui Machado em três ocasiões em provas de torneios menos cotados. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***