Siga-nos

Perfil

Expresso

Tribuna

Corrida ibérica ao Mundial com 'adversários' Inglaterra, Benelux e Ásia

A Inglaterra e as eventuais pretendentes asiáticas poderão ser os mais fortes opositores da candidatura de Portugal e Espanha ao Mundial-2018, formalizada hoje pelas federações ibéricas, em Lisboa.

A Inglaterra e as eventuais pretendentes asiáticas poderão ser os mais fortes opositores da candidatura Ibérica ao Mundial-2018, formalizada hoje pelas federações portuguesa e espanhola, em Lisboa.

Correndo pelo histórico das 18 edições do Mundial de futebol, a Europa foi sempre alternando com América do Sul, Central e Ásia, ficando pela primeira vez de fora em duas edições consecutivas (África do Sul, em 2010, e Brasil, em 2014), um facto que motiva os especialistas a apontar o Velho Continente como a escolha mais provável da FIFA para 2018.

Por ter sido a Alemanha, em 2006, o último país a acolher uma edição do Mundial, a Europa ficou arredada das corridas a 2010 e 2014, pois os regulamentos da FIFA passaram a determinar que haja um intervalo de duas edições em cada continente.

Não havendo uma política formalizada de rotatividade, tudo aponta, mesmo assim, que a Europa volte à rota dos Mundiais já em 2018. Desta vez, a escolha da FIFA, agendada para Dezembro de 2010, contemplará duas edições seguidas, pois no mesmo dia será conhecido o anfitrião de 2022.

A candidatura ibérica aposta claramente na edição 2018, embora não descarte a de 2022, mas não está sozinha na corrida europeia, reconhecendo inclusive que a Inglaterra será o opositor mais forte.

Todos os interessados terão de manifestar oficialmente junto da FIFA a intenção de concorrer até 2 de Fevereiro. Fonte do organismo informou a Agência Lusa que ainda não recebeu qualquer notificação oficial, uma situação que considera normal, já que os requisitos preliminares foram só enviados a todas as filiadas na passada quinta-feira.

Entre os eventuais adversários europeus, a Inglaterra foi a primeira a manifestar a intenção de acolher a edição de 2018, mas não é a única. Holanda e Bélgica também querem repetir a experiência de 2000, quando se juntaram para organizar o Europeu.

A Rússia pode também surgir como concorrente de peso entre os pretendentes europeus, numa aliança entre o governo e o multimilionário Roman Abramovich, que sempre manifestou o sonho de um Mundial no seu país, mas as longas distâncias poderão ser um forte handicap.

Anfitriã, com sucesso, dos Jogos Olímpicos de 2008, a China também parece interessada em avançar, mas poderá apresentar a mesma desvantagem das distâncias, embora seja um mercado potencial em crescendo, com grande paixão pelo futebol.

Ainda pela Ásia, fala-se do Qatar, o país dos 'petrodólares', e do Japão, um candidato que se arrisca a ficar para trás na corrida por ter organizado, a par da Coreia do Sul, a edição de 2002.

Numa zona mais dedicada ao râguebi, o Hemisfério Sul pode ter uma representação credível da Austrália, que correria para uma vitória inédita da Oceânia, o único continente ainda fora da rota do histórico dos Mundiais.

Na América do Norte e Central, Estados Unidos, Canadá e México podem também ser concorrentes, falando-se inclusivamente numa inédita joint venture a três como representação única da CONCACAF.