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Alemanha e Polónia na final

Foram precisos dois prolongamentos para que os finalistas fossem encontrados. França e Dinamarca vão disputar o último lugar do pódio.

Um jogo, 60 minutos. É este o tempo que separa Alemanha ou Polónia da glória. Depois de duas meias-finais electrizantes, as duas selecções apuraram-se para a final do Campeonato do Mundo de andebol e vão discutir o título entre si, no Domingo.

Olhando para a história, esta é uma final inédita. Nunca antes estas duas equipas se tinham defrontado com o título em jogo. Para a Polónia, esta é mesmo a primeira final de sempre, enquanto a Alemanha, que foi vice-campeã mundial em 2003, no campeonato realizado em Portugal, procura o terceiro título.

Os dois jogos das meias-finais tiveram muito em comum. Pavilhões cheios, emoção e muito equilíbrio. Basta dizer que ambos os jogos necessitaram de dois prolongamentos para que o vencedor fosse encontrado.

Na primeira partida, a Alemanha, perante 20 mil espectadores, venceu a França por 32-31, numa partida em que Henning Fritz, guarda-redes da "maanschaft, fez uma exibição brilhante. Em grande estiveram também Holger Glandorf e Marcus Baur que, mesmo inferiorizado, foi um dos melhores marcadores germânicos.

Num jogo que poderia ter pendido para qualquer uma das equipas, a Alemanha levou a melhor sobre uma França que teve em Narcisse, Karabatic e Abati os melhores, a par do guarda-redes, Thierry Omeyer.

Pouco depois, nova meia-final, e novamente decidida apenas no segundo prolongamento. Dinamarca e Polónia bateram-se pelo último lugar na final, mas os polacos foram mais fortes.

A equipa de leste teve na primeira linha a chave do seu sucesso, fruto do poder de remate de Karol Bielecki (8 golos), Grzegorz Tkaczyk (6 golos) e Marcin Lijewski (4 golos). Do lado dinamarquês, Lasse Boesen e Lars Christiansen foram os melhores, contando com a ajuda do experiente guarda-redes Kasper Hvidt.

Espanha "bateu no fundo"

Nos outros jogos do dia, de pré-apuramento do quinto ao oitavo lugar, a Croácia bateu a Espanha (35-27), enquanto a Rússia venceu a Islândia por 28-25. Assim, russos e croatas vão disputar o jogo de atribuição do quinto e sexto lugar. Para a ainda campeã do mundo, a Espanha, resta a tentativa de chegar ao sétimo lugar, tendo, para isso, que bater a Islândia.

Os espanhois realizaram uma exibição muito fraca, explicada pelos reflexos da derrota nos quartos-de-final, diante da Alemanha. Para o treinador de "nuestros hermanos", a equipa espanhola "bateu no fundo com a eliminação".

Sucesso desportivo e não só

Até agora, o Campeonato do Mundo está a ser um sucesso a todos os níveis. Deportivamente, os espectáculos têm correspondido às expectativas, as bancadas têm enchido em todos os jogos e a organização tem primado pela qualidade.

No entanto, também em termos mediáticos o sucesso tem sido conseguido. As televisões têm tido audiências máximas com os jogos do torneio e, no encontro da Alemanha frente à Espanha, nos quartos-de-final, os níveis de share ultrapassaram os 42%, um valor que se previsivelmente, aumentou no jogo frente à França e que se espera vir a aumentar ainda mais no encontro decisivo, frente à Polónia.

Amanhã realizam-se os jogos de apuramento do quinto ao oitavo posto. No Domingo, último dia de prova, joga-se a final e o encontro de atribuição do terceiro e quarto lugar.

Com os resultados já conhecidos, são já conhecidas seis das sete equipas que conseguiram garantir a presença no torneio pré-olímpico. A saber, Alemanha, Polónia, França, Dinamarca, Croácia e Rússia. A última vaga será ocupada pelo vencedor do encontro entre a Espanha e a Islândia.

JOGOS DE CLASSIFICAÇÃO

. 5º - 8º: Rússia - Islândia, 28-25

. 5º - 8º: Espanha - Croácia, 27-35

MEIAS-FINAIS

. Alemanha - França, 32-31 (após 2 prolongamentos)

. Polónia - Dinamarca, 36-33 (após dois prolongamentos)

JOGOS DE CLASSIFICAÇÃO

. 5º/6º: Rússia - Croácia, Sábado, pavilhão de Colónia (16h30)

. 7º/8º: Espanha - Islândia, Sábado, pavilhão de Colónia (14h00)

DOMINGO

. Alemanha - Polónia, final, pavilhão de Colónia (14h00)

. França - Dinamarca, 3º/4º, pavilhão de Colónia (16h30)