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Águia afundou-se na Póvoa

Depois, do FC Porto, ontem foi o Benfica. Entre os grandes, o Sporting é o único sobrevivente. Varzim e Bragança representam a "festa" da Taça.

Ano após ano, a história repete-se. A taça é a festa dos mais pequenos que, por mérito próprio, continuam a causar surpresa. Que o diga, este ano, o FC Porto, eliminado, em casa, pelo Atlético.

O Benfica não ficou alerta com o aviso da eliminação do rival e, na Póvoa, caíu face a um Varzim muito aguerrido. Os apurados para os quartos-de-final estão definidos. Além dos poveiros, o Bragança é o intruso das divisões inferiores. De resto, Sporting, Sp. Braga, Boavista, Belenenses, Beira-Mar e Académica.

O sonho de uma presença no Jamor é, agora, apenas para oito. O sorteio dos "quartos" realiza-se na próxima terça-feira, às 11h30.

Naufrágio encarnado

O Benfica foi eliminado e Fernando Santos já assumiu a responsabilidade. O técnico arriscou e perdeu. Colocou João Coimbra e Beto no meio-campo, e a equipa naufragou. Mas disso o Varzim não tem culpa, e apenas aproveitou o rebuçado que lhe foi dado.

Ricardo brilhou na baliza, a defesa foi de betão e Mendonça brilhou no ataque. O angolano fez a cabeça em água aos defesas do Benfica, e culminou a sua exibição com o golo da vitória da equipa da casa. E, se alguém o merecia, era o angolano.

O Benfica começou bem, mas cedo se viu em desvantagem, com um auto-golo de Nélson, aos 13 minutos. Simão empatou aos 30 e, até ao golo da vitória, de Mendonça, um sem número de oportunidades desperdiçadas pelo Benfica. No final, uma derrota inesperada, glória para o Varzim, que estreou, no banco, Diamantino Miranda, outrora uma figura do Benfica.

Esta foi apenas a terceira vez que o Benfica se deixou surpreender na taça por equipas de escalões secundários. Gondomar, em 2002, e V. Setúbal, em 61, foram os obreiros das outras eliminações.

Passeio no Barreiro

No Barreiro, o "velhinho" Estádio Alfredo da Silva voltou a receber grandes tardes de futebol. Ontem, o Sporting foi até ao Barreiro e passeou a sua supremacia, frente a um adversário que nunca conseguiu oferecer resistência. Para o Pinhalnovense, já seria díficil, mas pior ficou quando, antes de se completar um minuto de jogo, Liedson abriu o marcador.

Depois, foi só somar. Custódio fez o segundo e Bueno o terceiro. Para o quarto tento, o momento da tarde. Remate de Polga, defesa do guarda-redes Carlos Miguel e, na recarga, Liedson, de primeira e de bicicleta, fez a bola balançar as redes da equipa da casa.

Ao intervalo, os 4-0 deixavam o resultado feito. A segunda parte foi um género de peladinha mas, ainda assim, o Sporting fez mais dois golos. Yannick Djaló e Carlos Bueno foram os marcadores.

Nos outros jogos, quase tudo normal. O Belenenses venceu em Odivelas, a Académica terminou com o sonho do Atlético, e o Beira-Mar venceu na Maia. Apenas na Figueira da Foz houve taça, com o modesto Bragança a surpreender a Naval.

Como sempre, o azar de uns é a sorte de outros e, assim, Bragança e Varzim continuam a poder sonhar. Mas a taça é um sonho para todos, e ninguém quer deixar de poder passar uma tarde no mítico relvado do Estádio Nacional.

 

TAÇA DE PORTUGAL

. Atlético - Académica, 0-1

. Odivelas - Belenenses, 0-1

. Boavista - Nacional, 2-0

. Pinhalnovense - Sporting, 0-6

. Maia - Beira-Mar, 2-0

. Varzim - Benfica, 2-1

. Naval - Bragança, 1-0

. ISENTO: Sporting de Braga