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Que futuro para o Sporting?

ASF

Do elitismo do croquete ao populismo, sempre no fio da navalha. E o que se segue não é prometedor

Rui Santos

H
á 31 anos e picos, a escassos dias do Natal de 1986, o Sporting registou o resultado mais impactante da sua história, quando Manuel Fernandes marcou por quatro vezes ao Benfica e os ‘leões’ venceram por 7-1. Os ‘encarnados’ contavam com Mortimore a comandar a equipa, tinham Silvino na baliza, Veloso e Álvaro Magalhães na defesa, Shéu, Carlos Manuel e Diamantino no meio-campo e Rui Águas no ataque — e lideravam com 5 pontos de vantagem sobre o Sporting, que era, no momento, à 14ª jornada, o 4º classificado do Campeonato Nacional da I Divisão. Os ‘leões’ tinham Vítor Damas na baliza, Oceano, Litos e Mário Jorge (2 golos) no ‘miolo’ e o mestre goleador Manuel Fernandes no ataque, com Manuel José a liderar a equipa verde e branca, impagável no segundo tempo, ao passar de 1-0 (intervalo) para 2-1 e depois para... 7-1.


Sete passou a ser um número mágico para os adeptos sportinguistas, que nessa época de 1986-87 não conseguiram melhor do que o 4º lugar, à frente do Chaves e atrás do Vitória de Guimarães, sendo a única equipa que, nessa temporada, venceria o Benfica, não evitando que os ‘encarnados’ se sagrassem campeões nacionais, com mais três pontos em relação ao FC Porto. À data desse dia histórico para os verde e brancos, o Sporting já não conquistava o título desde 81-82 (quatro para cinco épocas) e só viria a consegui-lo 13 anos mais tarde, em 1999-2000. Quer dizer: já nessa altura, o clube de Alvalade revelava muitas dificuldades em não perder o comboio em relação ao Benfica, e o FC Porto iniciava, precisamente, o seu ciclo de grande afirmação no futebol em Portugal, com algumas importantes conquistas no espaço internacional (1986-87).


Sete volta a ser, agora, no momento mais conturbado da história do Sporting, no contexto eleitoral, um algarismo invulgar. Foram sete os candidatos que se apresentaram disponíveis para a sucessão de Bruno de Carvalho, e a uma semana, precisamente, da eleição do próximo presidente do Sporting Clube de Portugal e depois de se conhecerem as caras, os programas, os perfis, as dialéticas, em entrevistas ou debates, a conclusão a que se pode chegar é que “estamos de volta” aos... “7 a 1”. Com efeito, sete candidatos não fazem um presidente.

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