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Morreu Aguinaldo Brito Fonseca

Poeta cabo-verdiano do 'ardor cívico, morreu em Lisboa aos 91 anos. Era o autor do célebre poema "Mãe Negra".

O poeta cabo-verdiano Aguinaldo Brito Fonseca, autor dos célebres poemas "Mãe Negra" e "Canção dos Rapazes da Ilha", faleceu na madrugada de hoje em Lisboa.

O corpo de Aguinaldo Fonseca, 91 anos, encontra-se em câmara ardente na Igreja do Campo Grande, em Lisboa, e o funeral decorrerá a partir das 15h30 no Cemitério dos

 Olivais, onde será cremado.

Natural da cidade do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, onde nasceu a 22 de setembro de 1922, Aguinaldo Fonseca instalou-se em Lisboa em 1945, tendo visto os seus poemas publicados em vários jornais portugueses de então. 

Apoesia de Aguinaldo Fonseca, que foi o primeiro autor a utilizar África na substância poética de Cabo Verde, está difundida na Internet e em várias antologias e obras coletivas editadas em diversos países, sendo "Mãe Negra" o seu poema de eleição.

Ficou curiosamente conhecido como "o poeta esquecido", mesmo depois de ter publicado a coleção "Linha do Horizonte", em 1951, e de, sete anos mais tarde, ter reunido uma seleção dos poemas no suplemento cultural Notícias de Cabo Verde, tal como o retratou Michel Laban, um investigador argelino estudioso da literatura lusófona, que faleceu em Paris em dezembro de 2008.

A sua poesia retratava o ardor cívico e expunha firmemente as injustiças sociais, tal como é referido na Grande Enciclopédia Soviética, datada de 1979, estando traduzida em russo.