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Capela Sistina com as cores de Miguel Ângelo

450 anos depois da morte de Miguel Ângelo, a Capela Sistina ganha uma nova luz. O projeto LED4Art é financiado pela Comissão Europeia e estará pronto em 2014.

A partir do próximo ano, cerca de sete mil luzes led iluminarão a Capela Sistina, no Vaticano. O projeto estará pronto até 18 de fevereiro, data em que se comemoram os 450 anos da morte de Miguel Ângelo. 

Com mais de cinco milhões e meio de visitantes por ano, a Capela Sistina tem alguns dos mais extraordinários frescos jamais criados. No entanto, estudos recentes demonstram que os visitantes não vêem os frescos com as cores originais que Miguel Ângelo utilizou. De acordo com os peritos, o mestre renascentista não criou os pigmentos dos seus frescos à luz de velas ou de tochas, mas sim com luz natural. Na realidade, as cores das obras eram mais frias do que se conseguia atualmente ver. 

A partir de 2014, e graças a uma tecnologia que corrige as diferentes perceções do olho humano, os frescos podem ser apreciados de uma forma mais fidedigna. 

Iluminação de alta tecnologia

O novo sistema de iluminação terá mais de sete mil luzes led. O projeto, que conta com o apoio da Universidade de Pannonia (na Hungria), do Instituto de Pesquisa Energética da Catalunha (em Espanha) e da italiana Faber Technica, permitirá ver as obras de Miguel Ângelo com maior detalhe. O espetro de cor foi estudado de modo a que se adapte ao tom de cada parte da obra. Para criar uma perceção de luz natural, o sistema adaptar-se-á à direcção lumínica do exterior.

A iluminação led protege a capela sistina da detioração. O novo sistema tem níveis de radiação ultravioleta muito baixos, pelo que pode ser instalado a alturas superiores a dez metros, sem que seja notado no exterior do monumento. No total, serão instalados 40 conjuntos de luzes (20 de cada lado). Cada conjunto terá 140 leds azuis, vermelhos, verdes e brancos de alto rendimento.

Embora proporcione uma melhor qualidade de luz no interior, a iluminação led é bastante eficiente. O novo sistema reduz o desperdício e permite uma poupança de 60% de energia.

O projeto LED4Art tem um custo total de um milhão e 900 mil euros. A Comissão Europeia financia a iniciativa com 870 mil euros.