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Entrevista a Stephen Colbert: “Donald Trump é um herético contra a realidade”

O título desta entrevista também podia ser “O triunfo de Stephen Colbert”, o comediante que conquistou o mundo com um segmento no programa de Jon Stewart e se tornou uma das maiores estrelas da televisão mundial. Numa conversa em Nova Iorque sobre a carreira, a família e os amigos, Colbert não foge ao choque que é o mandato do atual Presidente dos EUA

Brian Hiatt / ”Rolling Stone”

Hora de levantar”, diz Stephen Colbert, reagindo a um alerta do seu relógio Apple. Levanta-se obedientemente da secretária e estica-se. “Ah. Agora nunca vou morrer!” Isto, mais um interlúdio durante o qual se abana ao som melancólico do jam de Sting, ‘All This Time’, e uma pausa de dez minutos para comer “atum com uma espécie de sésamo salpicado” são as únicas interrupções que faz neste dia de programa, em julho passado. O escritório gigantesco de Colbert fica vários andares acima do Teatro Ed Sullivan, em Nova Iorque, em tempos a casa de David Letterman, o qual provavelmente não tinha uma manta de “O Senhor dos Anéis” no sofá.

Conforme Colbert explica ao longo de duas horas de conversa no dia seguinte, ele conseguiu virar o barco a meio caminho, mas não sem algumas dores. Abrandar as suas obsessões de controlo e contratar finalmente um produtor-executivo, o veterano Chris Licht, da CBS, foi só o início. Colbert tem 54 anos — “um pouco velho para este trabalho”, diz. Mas é difícil imaginar a reviravolta que ele deu sem as camadas de arte e experiência acumuladas ao longo de 11 anos no “Daily Show” e dos quase 1500 episódios de comédia no fio da navalha que foi “The Colbert Report”. Na última temporada, o “Late Show” foi o programa mais visto ao fim do serão, com sucessivos segmentos a tornarem-se virais. E se pelo caminho houve alguma ansiedade, ele diz que a solução é simples: “Continuar a trabalhar.”

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