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O “Livro dos Recordes” passa a distinguir as séries televisivas mais procuradas no mundo. E começa bem

“A Guerra dos Tronos” chega este ano ao “Guinness Book of World Records”

D.R.

O “Guinness” associou-se à Parrot Analytics, a companhia de análise de consumo televisivo mundial que já tinha quantificado o sucesso de “A Guerra dos Tronos” (7ª temporada) junto dos espectadores, classificando-a como a mais procurada

Luís Proença

A somar aos tantos prémios e galardões arrecadados até à data, a série televisiva “A Guerra dos Tronos” (HBO) também vai para o “Guinness”, este ano. Feitas contas, em 2017 a série bateu o recorde de procura global, somada a distribuição através das emissões de televisão tradicional com a dos serviços digitais.

O “Guinness Book of World Records” associou-se à Parrot Analytics, a companhia de análise de consumo televisivo mundial, para fazer este apuramento, chegar a esta conclusão e desenvolver em conjunto a fixação de uma nova categoria a inscrever regularmente no “Livro dos Recordes”, a partir da próxima edição, disponível em livro e online já esta quinta-feira: a “Officially Amazing” mais popular série televisiva e digital do mundo. Para a estreia desta nova categoria em que “A Guerra dos Tronos” recebe a medalha mais brilhante, é também distinguida a série “Stranger Things”, original Netflix, na subcategoria dedicada em exclusivo às séries mais procuradas através dos serviços de streaming.

A Parrot Analytics já tinha quantificado o sucesso de “A Guerra dos Tronos” junto dos públicos no ano passado (7ª temporada), classificando-a como a mais procurada. Sinal dos novos tempos, este ano passou a contabilizar igualmente a mais procurada entre as séries originais produzidas para as plataformas digitais como a Netflix, Amazon Prime Vídeo ou Hulu. Craig Glenday, editor-chefe do “Livro dos Recordes”, elogia os métodos de apuramento de popularidade da Parrot Analytics: “O sistema de medição de procura pelas audiências está muito à frente dos dias dos inquéritos e questionários e utiliza a ‘big data’ e a IA [Inteligência Artificial] para analisar as diversas formas como os consumidores manifestam o interesse e procura pelos conteúdos”.

D.R.

Ainda sem data fechada para a estreia da 8ª e última temporada de “A Guerra dos Tronos”, pelo menos como a temos visto até aqui, sabemos apenas pelas declarações de Casey Bloys, o presidente da HBO, que vai ocorrer “na primeira metade” de 2019. Enquanto a produção vai bem adiantada, à beira da finalização, e a pós-produção segue portanto a todo o gás, os fãs da série já começam a colecionar ideias mais ou menos vagas e avulsas sobre o desenlace da história, alimentados pelos comentários de alguns atores.

Sophie Turner, a atriz que interpreta Sansa Stark – e que como muitos dedicaram oito anos de vida e trabalho à série estreada em abril de 2011 –, prevê um final absolutamente trágico: a 8ª temporada “será mais sangrenta do que nunca”. Joe Dempsie, que interpreta o candidato ao trono Gendry Baratheon, pré-anuncia que a temporada terá “um final de que muitas pessoas não estão à espera, mas de que vão gostar”. Neste jogo do gato e do rato para aguçar apetites, Nathalie Emmanuel, a intérprete de Missandei, a aia da rainha Daenerys Targaryen, faz mais estrondo: “A mente dos espectadores pode explodir com o episódio final”.

“A Guerra dos Tronos” pode vir a ter uma outra vida, num outro tempo, num regresso ao passado, após o final da 8ª temporada. A HBO encomendou a escrita de um episódio-piloto, em regime de prequela. De entre um grupo de cinco autores que desenvolvem projetos de continuação da série, Jane Goldman foi a escolhida para avançar. A história recua milhares de anos sobre a linha de acontecimentos de “A Guerra dos Tronos” até ao tempo mais negro e sombrio da Era dos Heróis. De acordo com a “Variety”, esta nova narrativa explorará a verdadeira origem dos Caminhantes Brancos a par dos arrepiantes segredos de Westeros. A ver vamos.