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Gustavo Dudamel dirige a Orquestra de Câmara Mahler na abertura da temporada da Gulbenkian

O concerto pela Orquestra de Câmara Mahler, sob a direção do maestro Gustavo Dudamel, na próxima sexta-feira, é o primeiro da temporada de música da Gulbenkian, em Lisboa, cuja abertura oficial está prevista para outubro

O concerto pela Orquestra de Câmara Mahler, sob a direção do maestro Gustavo Dudamel, na próxima sexta-feira, é o primeiro da temporada de música da Gulbenkian, em Lisboa, cuja abertura oficial está prevista para outubro.

O programa do concerto em que é solista a soprano sul-africana Golda Schultz, que se estreia em Portugal, é constituído pela Sinfonia nº. 3 em Ré Maior, de Franz Schubert, e pela Sinfonia nº. 4 em Sol Maior, de Gustav Mahler.

O concerto assinala o regresso, dois anos depois, do maestro venezuelano à sala da Palhavã, onde em outubro de 2016 dirigiu a Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela, na interpretação de "Turangalîla", de Olivier Messiaen. Desta feita, Dudamel, de 37 anos, que no ano passado dirigiu a Real Filarmónica de Estocolmo, no tradicional concerto dos Prémios Nobel, vai dirigir a orquestra fundada em 1997 por Claudio Abbado (1933-2014).

A temporada de 2018/19 é a primeira do novo maestro titular da Orquestra Gulbenkian, o suíço Lorenzo Viotti, de 28 anos.
Em declarações à agência Lusa, aquando da apresentação da temporada, em maio, o diretor do Serviço de Música da Fundação Gulbenkian, Risto Nieminen, disse que Viotti "vai definir a nova sonoridade da orquestra, assim como o repertório que irá tocar".

Ainda este mês, nos dias 15 e 16, no grande auditório da fundação, está programado a apresentação do Requiem, de Mozart, no âmbito o projeto do Coro Participativo, que desde 2004 propõe a interação entre um coro de amadores e o Coro Gulbenkian, na interpretação de uma obra. Nos dias 22 e 23, o Jerusalem Chamber Music Festival Ensemble (JCMFE) apresenta-se em dois concertos, com programas distintos. No dia 22, o JCMFE apresenta Doze Variações para Violoncelo e Piano, em Sol Maior, sobre "See the Conqu'ring Hero Comes", da oratória "Judas Maccabaeus", de Handel, as Canções Bíblicas, Antonín Dvorák, e "As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz", para quarteto de cordas, de Joseph Haydn. Este concerto às 19:00, é antecedido por uma conversa, com público, no auditório 3 da fundação, entre Risto Nieminen e a pianista Elena Bashkirova, que fundou o ensemble em 1997, e sua diretora musical.

No dia seguinte o JCMFE, formado por Elena Bashkirova (piano), Michael Barenboim (violino), Mohamed Hiber (violino), Gérard Caussé (viola d'arco), Kyril Zlotnikov (violoncelo) e Gyula Orendt (barítono), apresenta um concerto exclusivamente constituído por obras de Robert Schumann. Também no dia 23, às 16:00, no grande auditório da fundação, o violinista Michael Barenboim apresenta-se em recital, para interpretar de Béla Bartók a Sonata para Violino Solo, de Johann Sebastian Bach a Sonata para Violino Solo nº. 3, em Dó Maior, e de Pierre Boulez "Anthèmes I", para violino solo, e "Anthèmes II", para violino solo e eletrónica.
Este recital conta com a colaboração de Andrew Gerszo, Augustin Muller e Jérémie Henrot.

Ainda em setembro, no dia 24, sobe ao palco do grande auditório o maestro Jordi Savall, com o seu agrupamento Hespèrion XXI, no âmbito do ciclo da temporada "Grande Intérpretes".
O músico e maestro atuou em maio passado, na fundação, dirigindo o concerto "O Milénio de Granada. A música da histórica cidade de Granada: esplendor e declínio".

A programação de setembro, fora de portas, prevê o concerto "Música no Cinema", pelo Coro e Orquestra Gulbenkian sob a direção da maestrina Joana Carneiro, no dia 08, à noite, no Vale do Silêncio, e no dia 21 o Panteão Nacional é o cenário escolhido para um concerto 'a capella', dirigido pelo maestro Jorge Matta, em que serão interpretadas obras de Henryk Górecki, Arvo Pärt, Tomás Luís Victoria e György Ligeti, entre outros.

A abertura oficial da temporada de música da Gulbenkian acontece a 4 de outubro, com o novo maestro titular, Lorenzo Viotti, a dirigir o Coro e a Orquestra Gulbenkian, com a "Canção do Destino", para coro e orquestra, opus 54, de Johannes Brahms, e a Sinfonia nº. 1, em Ré Maior, "Titã", de Gustav Mahler.