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Luís Amaro. Ministro da Cultura “lamenta profundamente” morte do poeta

“Ao longo de décadas, colaborou com poesia nas mais diversas publicações”, sublinhou Luís Filipe de Castro Mendes

O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, exaltou nesta sexta-feira a memória de Luís Amaro, "poeta, revisor literário, editor, bibliófilo, tradutor, ensaísta, memorialista", cuja morte, aos 95 anos, "lamentou profundamente".

"Representado em várias antologias, a primeira das quais é de Jorge de Sena, em 1958, [Luís Amaro foi] sempre discreto, correspondeu-se com alguns dos maiores escritores do século XX" e doou "esse significativo espólio ao Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional", escreveu o ministro, numa nota de pesar enviada à Lusa.

Entre 1951 e 1953, codirigiu com os poetas António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Raul de Carvalho, a revista Árvore, "subscrevendo, no n.º 1, em 'A Necessidade da Poesia', a liberdade e a isenção como imperativos da escrita poética", indicou Castro Mendes, acrescentando que "este 'ir até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas', como defendeu, o definiu sempre".

Luís Amaro ingressou, em meados de 1970, no quadro da Fundação Calouste Gulbenkian, ao serviço da revista Colóquio/Letras, onde foi secretário da redação, diretor-adjunto e consultor editorial.

"Ao longo de décadas, colaborou com poesia nas mais diversas publicações - Portucale, Atlântico, Seara Nova, Távola Redonda - e também em prosa no suplemento Artes e Letras, do Diário de Notícias", sublinhou o ministro, destacando a "cultura extraordinária" de Luís Amaro, "sempre rigoroso e atento à investigação sobre a vida literária portuguesa".

O poeta, editor e bibliógrafo Luís Amaro morreu hoje, aos 95 anos, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, vítima de pneumonia, anunciaram a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e a Fundação Calouste Gulbenkian.

O velório está a decorrer desde as 18h00 na Igreja de Queluz, e o funeral parte do mesmo local, no sábado, às 10h30, para o Cemitério de Queluz, segundo detalhes facultados à Lusa pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela família.