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Luís Amaro. Marcelo sublinha o poeta “depurado, intimista e discreto”

Luís Amaro foi um “meticuloso editor textual, preparou inúmeras reedições, edições críticas e números temáticos de revistas”, declarou o Presidente da República

O Presidente da República lamentou nesta sexta-feira a morte, aos 95 anos, de Luís Amaro, sublinhando o poeta "depurado, intimista e discreto" que se revelou "uma memória imprescindível das letras portuguesas, atento e escrupuloso, afável e justo".

"Manifesto o meu pesar pelo falecimento de Luís Amaro. Poeta depurado, intimista, discreto, deixou também trabalhos de investigação literária, nomeadamente em matéria biobibliográfica (incluindo importante colaboração no Dicionário Cronológico de Autores Portugueses) e epistolográfica", refere Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem divulgada na página da Presidência da República.

O PR lembra que Luís Amaro foi um "meticuloso editor textual, preparou inúmeras reedições, edições críticas e números temáticos de revistas, nomeadamente de e sobre José Régio e outros presencistas". Além de textos dispersos publicados na imprensa, nomeadamente no Diário de Notícias, Luís Amaro "codirigiu as «folhas de poesia» Árvore e manteve uma longa associação à Colóquio/Letras, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido seu diretor-adjunto".

O poeta, editor e bibliógrafo Luís Amaro morreu hoje, aos 95 anos, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, vítima de pneumonia, anunciaram a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e a Fundação Calouste Gulbenkian.

O velório está a decorrer desde as 18h00 na Igreja de Queluz, e o funeral parte do mesmo local, no sábado, às 10h30, para o Cemitério de Queluz, segundo detalhes facultados à Lusa pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela família.