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Madonna foi tudo antes de tempo. Esta é a sua história completa

Michael McDonnell/Archive Photos/Getty Images

Madonna Louise Ciccone faz na quinta-feira 60 anos. História de uma miúda criada num subúrbio de Detroit, à sombra das fábricas de automóveis, que se tornou um ícone mundial. Agora vive em Lisboa, mas é uma cidadã do mundo. Happy birthday, miss Madonna

Clara Ferreira Alves

Clara Ferreira Alves

Escritora e Jornalista

Como diria o imortal Ricky de “Casablanca” pela voz nasal de Humphrey Bogart, o mundo inteiro está a ruir e escolhemos esta altura para fazer 60 anos. Quer dizer, não era bem assim, era fall in love, apaixonarmo-nos, em vez dos temidos 60. Tratando-se de Madonna Louise Ciccone, a nossa Madonna das vielas de fado e do estacionamento palaciano em Lisboa, perdoe-se a intimidade e avance-se com a efeméride. Madonna sexagenária, exatamente. No dia 16 de agosto. Como o tempo passa. Nesta altura, uma voz interrompe e diz, mas está muito bem para 60 anos, muito bem mesmo. Esta é a maior mentira internacional de todos os tempos, uma mentira que não escolhe fronteiras, nem nacionalidades, nem etnias. Quando alguém faz 40 anos começam a dizer-lhe que está muito bem para a idade, mentira repetida ao cruzar da década, válida para Manhattan na América, Oslo na Noruega ou Lagos na Nigéria, embora, no caso de Lagos, a pele negra tenha a infinita vantagem de envelhecer bem. Olhe-se para o esplendor da escritora Chimamanda Ngozi Adichie. Por volta dos 80 anos, as pessoas escusam de dizer que se está muito bem para a idade e passam a dizer que a cabeça está ótima, o pior é o resto. Por essa altura, o tempo reclamou o que lhe pertence, sem maneiras e sem meias medidas.

Por qualquer razão ocidental, o avanço civilizacional tem-se medido, desde a invenção da wellness e da vida saudável contra os radicais livres, uma coisa americana e californiana, pelo quão bem uma pessoa está para qualquer idade, incluindo os centenários. Ora, a idade é uma daquelas coisas, enfim, que não melhora nada em nada, nem a famosa serenidade dos budistas e meditativos. Como proclamou a duríssima Bette Davis, uma precursora de Madonna, envelhecer? Nada tem de bom! Exatamente. E, convenhamos, Madonna está bem mas com aquele rendimento milionário abusou das infiltrações e dos tratamentos do Dr. Brandt, suicidado por excesso do botox que ele mesmo inventou.

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